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    <title>Escrita Nocturna</title>
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    <description>Escrita Nocturna</description>
    <lastBuildDate>Sun, 27 Nov 2005 03:35:01 PST</lastBuildDate>
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    <copyright>Copyright 2005.</copyright>
    <category>Poetry</category>
    <category>Writing</category>
    <category>Photography</category>
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      <title>Fechar das janelas</title>
      <link>http://nocturna.blogdrive.com/archive/47.html</link>
      <pubDate>Sun, 27 Nov 2005 11:31:40 GMT</pubDate>
      <description>Porque ainda me lembro do teu sorriso, e ainda estás comigo …
Quantas penas foram lançadas…
Quantas lembranças permanecem agora, para sempre guardadas 
E eu, e todos nós 
Ficamos sós
Pois algo partiu contigo…

Porque já não olhamos juntos uma mesma direcção,
E os meus filhos não poderão correr para ti
Tu que entras-te nos meus sonhos e me avisas-te… e eu não quis saber
Já não vais mais poder contar aquelas histórias que os teus netos ouviam, e bebiam com sede e inspiração para si,
Quantas lágrimas derramadas, 
Quantas mais sufocadas.

Foste tu, quem assistiu ao meu primeiro passo, aquele de... (more)</description>
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      <title>Acordar</title>
      <link>http://nocturna.blogdrive.com/archive/46.html</link>
      <pubDate>Mon, 29 Aug 2005 23:34:01 GMT</pubDate>
      <description>O tilintar das campainhas, por causa de um vento que bate na vidraça e entra de mansinho mas ao mesmo tempo de uma forma tão audaz pela casa. O mesmo vento que me convida a sair porta fora, ainda em camisa dou os primeiros passos em direcção à rua, descalça sobre o azulejo frio os meus pés caminham agora sobre a relva verde ainda revestida das partículas de orvalho deixadas pela noite como sinal de vida e começo de um novo dia.

Observo as partículas de água que se juntam em cima de uma folha, e que ao procurarem a liberdade se precipitam, pela acção da gravidade, no solo que as recebe. A... (more)</description>
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      <title>Fogo</title>
      <link>http://nocturna.blogdrive.com/archive/45.html</link>
      <pubDate>Thu, 25 Aug 2005 13:44:33 GMT</pubDate>
      <description>O frio se instala agora nas noites, e a temperatura se torna igual à solidão que se faz sentir no ar. A lua nasce da cor do fogo que queima este meu país, anuncia mortes e manhãs tão frias quanto o desespero de quem vive este martírio. 

Seja em pesadelos, sobressaltos, ou pela insónia que se tem, do sono que não se dorme as cabeças vão rodopiando em torno da negra cinza que se apossou de norte a sul e transformou tantos corações dessa mesma cor.

Os sonhos parecem ter terminado, e instala-se a inutilidade nas mentes de cada um que esgotou todos os seus esforços para fazer face a tanta... (more)</description>
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      <title>A Lucidez fumando um cigarro apagado...</title>
      <link>http://nocturna.blogdrive.com/archive/44.html</link>
      <pubDate>Sat, 23 Jul 2005 00:03:44 GMT</pubDate>
      <description>O Fumo sim esse que a bailar de uma forma tão invariável me traça movimentos, desejos mais fieis e intocáveis do seu fumador, a sua dança é preenchida por breves momentos soltos em que ele próprio foge tentando libertar-se de si…

Engraçado como esse cigarro me fala tanto de ti… soube-te a pouco desorientado, buscando nele uma sede de amar… mas o fumo saiu de tal forma pesado… que te vi cansado de tentar, esperar e agora vejo-o reflectido no teu olhar.

De quantas memórias és composto, de quantos sonhos e vontades, quem te arrancou do prazer de viver, sem essa lucidez amarga… onde tudo era... (more)</description>
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      <title>Noite e Ruídos</title>
      <link>http://nocturna.blogdrive.com/archive/43.html</link>
      <pubDate>Tue, 21 Jun 2005 09:20:54 GMT</pubDate>
      <description>Alguma vez sentis-te a alma tão gelada que sentisses que os arrepios te são causados por outra presença que se encontra bem do teu lado? Uma presença que te beija o corpo milímetro a milímetro, como tu sempre desejaste nos teus pontos mais sensíveis…? Na noite refugio-me no meu quarto aquele que chamo de meu mundo, e uma voz me invade, para sempre estará a meu lado guiando-me em cada passo, ficando do meu lado em todos os momentos que atravessarei de solidão.

Tudo começou anos atrás, o Ocaso nascia agora, aquela fase em que já não há Sol mas a Lua também não é nítida, o choro tornou-se a... (more)</description>
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      <title>Criança e Velho...</title>
      <link>http://nocturna.blogdrive.com/archive/42.html</link>
      <pubDate>Mon, 13 Jun 2005 22:28:33 GMT</pubDate>
      <description>Sentada no seu colo, Ele me dizia assim:
“- Tu és o meu futuro, a promessa do que vai acontecer,
És tu que leva mais adiante um pedaço de mim,
És ainda a inocência, aquilo que devíamos ter…

Tu és a esperança que corre sorrindo,
E mostras aos mundo o poder do sonho,
A ternura do olhar que amor pedindo,
Me faz render ao teu encanto risonho!

Mostra ao mundo como se deve viver,
Sendo feliz a cada momento ao acreditar,
Que um mundo melhor vai haver,
E que por ele hás-de sempre lutar!”

De olhos arregalados olhando no fundo do seu olhar, 
Maravilhada por ser para Ele tão importante 
Ouvi os seus... (more)</description>
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      <title>Catedral da despedida...</title>
      <link>http://nocturna.blogdrive.com/archive/41.html</link>
      <pubDate>Thu, 21 Apr 2005 00:51:44 GMT</pubDate>
      <description>Hoje subi a escadaria há muito desejada…
Abri as portas de par em par e entrei.
Hoje vi a nossa catedral sem ti…
Aquela que juntos, nunca visitamos.
E a vista foi-me ficando pesada,
E ali mesmo, no meio do chão me deitei.
Contemplei as imagens que ainda não esqueci…
E perdi-me ali, naquele tecto, nos sonhos que criamos.

A chuva percorre-me o corpo e eu sinto-a como se fossem os teus dedos, 
Toca-me a alma, mesmo que na verdade só bata na vidraça
Percorre-me a tristeza de lés a lés, arrepiando todos os meus medos
O Inverno vem chegando o instalando-se na alma
Sente sem temer, o temer do que... (more)</description>
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      <title>Descobrir-te!!!</title>
      <link>http://nocturna.blogdrive.com/archive/40.html</link>
      <pubDate>Fri, 15 Apr 2005 22:04:19 GMT</pubDate>
      <description>Sabes aquela sensação que se tem, sem ser preciso mais nada, aquela a que chamamos 6º sentido, eu tive-te nessa sensação, e mais posso dizer-te que tu estiveste igualmente em todos os meus outros sentidos.

A Noite, foi aí que tudo começou na Noite, porque eu faço parte dela e Ela de mim, … as duas juntas somos o “animal no cio”, e Tu também lá estavas. Eu podia sentir-te, na outra margem do rio, subindo a tua falésia individual, enquanto eu me reencontrava a cada passo da minha. Passos iguais faziam com que sentisse o frio, de cada passo que davas, a subir em mim, porque o frio que te... (more)</description>
      <comments>http://nocturna.blogdrive.com/comments?id=40</comments>
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      <title>(continuação)</title>
      <link>http://nocturna.blogdrive.com/archive/39.html</link>
      <pubDate>Thu, 31 Mar 2005 09:02:28 GMT</pubDate>
      <description>A manta alentejana que cobria a cama, por cima dos 3, 4 cobertores que tantas vezes a compunham, o rosto de tez branca, enrugado pelo tempo, os cabelos grisalhos mas compridos, os olhos castanhos de um brilho intenso e o sorriso aberto que me abria sempre que passávamos juntas os longos dias, em que adoentada passava deitada na cama, e então eu a olhava, tantas vezes a vi adormecer, enquanto procurava lutar conta a fadiga, lançando-me breves sorrisos que me enchiam de ternura. E então saía de mansinho para que pudesse descansar. E assim era de novo e só a criança que descalça corria atrás das... (more)</description>
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      <title>Obscuridades</title>
      <link>http://nocturna.blogdrive.com/archive/38.html</link>
      <pubDate>Thu, 24 Mar 2005 09:29:22 GMT</pubDate>
      <description>A casa antiga feita de pedra, o espaço onde se fazia o fogo no chão para se puder cozinhar e que ao mesmo tempo aquecia toda a casa, hoje seria considerada uma lareira interior, a mesma que ao longo do tempo havia escurecido todo o interior da casa. Poucos casas aqui e acolá foram dando lugar a uma nova aldeia a mesma onde se encontrava essa casa, no meio do que mundo chamariam hoje nada, coberta por floresta, onde os únicos caminhos eram feitos por carroças puxadas por animais. A cada dia que passava o cansaço fazia cada vez mais parte da rotina da vida que por ali vivia.

O tempo não havia... (more)</description>
      <comments>http://nocturna.blogdrive.com/comments?id=38</comments>
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