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Quantas penas foram lançadas… Quantas lembranças permanecem agora, para sempre guardadas E eu, e todos nós Ficamos sós Pois algo partiu contigo… Porque já não olhamos juntos uma mesma direcção, E os meus filhos não poderão correr para ti Tu que entras-te nos meus sonhos e me avisas-te… e eu não quis saber Já não vais mais poder contar aquelas histórias que os teus netos ouviam, e bebiam com sede e inspiração para si, Quantas lágrimas derramadas, Quantas mais sufocadas. Foste tu, quem assistiu ao meu primeiro passo, aquele de quem eu aclamava o abraço sempre que vos ia ver, Eu sei bem da minha missão… e da perplexidade de ser eu a fechar as portas que te mantinham ligado a esta vida Mas no peito fica uma ferida, e a lembrança imortal do que sempre foste E assim olho para os montes pela manha, Os mesmos que percorrias tantas vezes sem parar, Para os quais guiavas os animais para o pasto, e trazias os molhos Esses montes que foram reprodutores de sonhos, e para os quais estendias a tua mão fértil para os veres desabrochar, Agora teu corpo jaz num monte estéril, Mas a tua alma e a tua lembrança gozam do verde dos teus campos tão cheios de sentimentos e sentido. E são tantos, esses campos que sei chamados coração. |
| luisa March 28, 2008 03:02 PM PDT Já tinha saudades de passar por aqui... Um beijinho | ||
| pinheirinho December 1, 2005 07:36 PM PST É bom ler de novo o que escreves! Já tinha saudades de ler os teus testos! Sê bem vinda de volta! ;) | ||
| Nuno November 28, 2005 12:26 AM PST Lindo o texto, uma homenagem sentida e com toda a certeza merecida. jinhux | ||
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